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Probab. e estat. sobre o lugar do lado na vã glória de voar

 
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pbrandao
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Joined: 01 Apr 2006
Posts: 1426
Location: Corroios

PostPosted: Fri Nov 02, 2007 4:09 pm    Post subject: Probab. e estat. sobre o lugar do lado na vã glória de voar Reply with quote

Os desabafos do Brandão wrote:
Probabilidade e estatística sobre o lugar do lado na vã glória de voar

Não sou um Frequent Flyer, não tenho cartão para guardar milhas, não consigo entrar no VIP Lounge (acreditem, já tentei) e até padeço de algum enjôo quando tenho de voar. Sofro de claustrofobia e tremo de pensar que me vai calhar o lugar da janela, pior ainda é supor que vou ficar sentado no meio, entalado entre o adolescente americano sobredimensionado que se excita por poder ver por cima das nuvens e a velhota que afinal desistiu das dietas cedo demais e vai a França ver os filhos. O fascínio pelo lugar da janela faz até com que famílias inteiras se espalhem em fila indiana pelo avião, nos lugares “A” da fila 11 à fila 23, entre pais, filhos, tios e sobrinhos. E é tão agradável estar a tentar relaxar ao som dos berros do puto que ficou no 11A para estar perto da prima que ficou no 12A, e que se dirige ruborizado à mãe que está no 20A “Tás a ver? Tás a ver? É tudo tão pequenino!”.
Abominável é também a luta dos cotovelos. Quem chegar primeiro ao lugar, monopoliza o braço da cadeira, cravando os cotovelos no sítio, tomando posse da área. Quem vier a seguir, que se aguente, viaje espremido, e trate das distensões que se ganham quando se tenta ler a revista de bordo nessas condições quando chegar a casa. Para mim, ou me sento para o corredor, ou então saio cedo e vou a pé para o destino.
Apesar de isto tudo, surge de quando em vez a necessidade de viajar de avião. Chegar ao destino e desfrutar da diferença, mesmo que seja em trabalho, acaba por ser benfazejo e prazenteiro, e é uma daquelas situações em que os meios justificam os princípios e os fins. Sim, porque se desfruta o que está no meio das viagens de ida e volta. Estas coisas deviam ter só ida e meio, a volta era omitida, porque nos faz passar por tudo de novo e perder a sensação refrescante de ter lá estado. Quando a estadia acabasse, ao sair do Hotel devíamos estar logo na nossa rua. Infelizmente ainda não é assim. Mas mantenho a esperança no futuro.
Chegou há pouco tempo a necessidade de voltar a voar. O destino até não era desagradável (Grécia), se bem que a pena era dupla. Sem vôos directos, obrigava a escala à ida e ao regresso, forçando o suplício a dobrar. Menos mal à ida, com escala em Roma, mais agreste à volta, com escala em Frankfurt.
Sou no entanto um gajo positivo. Posso ter várias reticências em muitos assuntos, mas defendo que se deve always toujours procurar o lado positivo da coisa. Quando vi o alinhamento da viagem, foi o que comecei a fazer.
Roma e Itália é um daqueles destinos que sempre sonhei em conhecer. Ia ter a oportunidade de passear, ver as vistas, contactar, fotografar e enriquecer-me durante uma hora e meia no aeroporto de Fiumicino/Roma/Itália, aka Aeroporto Leonardo Da Vinci. Primeiro ponto positivo.
Os vinhos italianos são alvo da minha aguçada curiosidade, e que melhor sítio que o Free Shop para poder ver se alguma coisa agrada, vencendo a barreira dos preços proibitivos que atingem quando encontrados por cá. Segundo ponto positivo.
Mas a minha maior fonte de estímulo para a viagem era o cálculo de probabilidade e estatística sobre quem se iria sentar ao meu lado, tanto de Lisboa a Roma, como de Roma a Atenas. La Bella Italia é recheada não só de pomodoro, pasta e formaggio, mas também de muita ragazza. As probabilidades de ter ao meu lado uma delas motivava-me. Apenas pelo contacto pluricultural claro, o intercâmbio. Pois bem, se o AirBus levava 160 passageiros, e se perto de metade fosse do sexo feminino, digamos 80, isso significava que, se criarmos faixas etárias distribuídas, 20% estariam entre os 25 e os 35 anos. Davam 16. O avião tem 34 filas de 6 bancos cada. Era provável que a cada 2 filas, um destes aviões, digo, personalidades italianas, se sentasse.
Para aumentar as probabilidades, eu podia escolher um dos lugares do meio, assim teria 2 lados para preencher. Mas com a minha aversão, tinha de ser corredor. Mas mesmo assim, aumentava a probabilidade de em vez de uma, ter duas ao meu lado (elas viajam normalmente com amigas, certo?). E do outro lado do corredor, também podia ter sorte. Alguém com problemas de escolha de lugar parecidos com os meus, uma conversa logo em comum “Ciao, buon giorno. Anche tu ha paura de volare?” e ia por aí fora. As coisas compunham-se e a minha estimativa final apontava para 18,67% de chance disso acontecer. Manteve-me animado enquanto esperava pela abertura da porta, que se atrasou quase duas horas.
No entanto, não inclui nos meus cálculos outros factores importantes. Esqueci-me que devemos dar um passo atrás, ver o cenário todo, antes de nos deitarmos às contas. Se tivesse feito isso, talvez os resultados que estimei tivessem sido outros. Só durante a espera é que fui refazendo de cabeça as minhas fórmulas. Era uma Segunda-feira, “A” Segunda-feira após a inauguração do novo complexo clerical de Fátima. À medida que o atraso se prolongava, a fila seguia os mesmos passos, e ia jurar que quase teve 100 pessoas. No panorama não regalava a vista em nenhuma das 16 italianas que tinha estimado haver. A minha primeira reacção foi a negação. Afinal, não estavam todos os passageiros ali, na fila e na sala, à espera. Faltava gente, e as 16 deviam ser das que faltavam. Mais jovens, mais independentes, mais aventureiras que a totalidade das pessoas que já ali esperavam, deviam certamente ser das últimas a chegar. Certamente ainda iríamos esperar sentados no avião que alguma entrasse atrasada: “Miss Angela Graciosa, Miss Constanzia di Fragola, Miss Sabrina Dolcesse, please proceed to gate 15A for immediate bording”.
O tempo é no entanto implacável e sem misericórdia, e à medida que a fila aumenta e a sala enche, eu vejo as minhas probabilidades decrescerem exponencialmente. A faixa etária que saía vencedora no público feminino (em larga maioria) era a dos 55-70 anos. Muitas delas vinham fardadas. Nada de sensual, umas simples batinas, muito semelhantes a freiras. As que vinham à civil, ostentavam orgulhosamente o terço e as suas cartas de reza, a par de algum buço. Nos homens, muitos fardados também. Vestes escuras e compridas, colarinhos chegados, Bíblias na mão. Ainda estive na dúvida sobre se seriam Padres, mas quando reparei que não eram calças o que vestiam, tive a certeza. Aos magotes, acompanhavam as senhoras descritas como estando em maioria, tanto as companheiras de ofício, como as civis. O resto das pessoas eram alguns homens, de negócio provavelmente, pelos fatos com alguns vincos do transporte, os seus PDA’s e a mala do portátil. Li-lhes no rosto e nos olhos um sentimento de desilusão tão grande como o meu.
Para me reconfortar, pelo menos tinha um lugar de corredor e a viagem de avião mais santa e de mais fé que jamais tinha tido ou terei.
Acertei em parte dos meus cálculos estatísticos. Calhei mesmo com duas italianas ao meu lado. E do outro lado do corredor, com outra. A única falha foi a faixa etária que tinha previsto. Perdi também na luta dos cotovelos. Era assustadora a fronte da senhora que disputou comigo, e tive de passar a viagem mais virado para o corredor e a olhar para o chão. Foi também um suplício comer pois tive de viajar encolhido na área de largura do meu assento, enquanto a senhora sofria do complexo de ter as asas abertas. Mas indescritível mesmo foi o levantar vôo e o aterrar. O murmúrio gerado pela oração do avião em peso era capaz de sobrepor-se ao barulho dos motores do avião, os olhos cerrados convictamente, as mãos unidas em prece, tudo formava uma imagem que nos deixava tranquilamente embalados para os céus ou suavemente entregues de volta ao solo. A explosão de aplausos foi a única coisa mais audível que a oração durante toda a viagem. E durante a mesma, qual convívio em alegre Trattoria, todos falavam, bem alto por acaso, de novo sem problemas em atirar as palavras para distantes filas entre si. No ar, em verdadeira comunhão com os céus. Um descanso de três horas...

Após ter chegado a Roma, no breve tempo que iria aí permanecer, tratei de primeiro arranjar o meu cartão de embarque. Em Lisboa não tinham conseguido fazer o check in no vôo de ligação de Roma a Atenas. Apanhei um pouco de ar fresco, refiz-me da primeira viagem, e matraqueei umas idéias. Se as probabilidades tinham saído todas erradas à partida, agora à chegada era altura de compensar, com belas hospedeiras ao balcão. De novo, foi o crash total. Quem me atendeu foi o “hospedeiro” mais mariconço que alguma vez vi na vida. Italiano, é certo. Cabelinho à mete-nojo, meio comprido, trejeitos os quais eu sou incapaz de reproduzir ou imitar (mesmo aquele de puxar o cabelo para o lado), vozinha irritante quase à Toppo Gigio (lembram-se da voz do ratinho, lembram-se? Era para crianças, é certo, mas este bichon transalpino falava assim...), mãos enlaçadas e pézinhos de lado. Lindo!
Tratei do assunto depressa, para dar uma volta, mas nem mesmo os vinhos me serviram para animar. Ou demasiado caros, ou demasiado baratos, mas todos desconhecidos. Foi a desmoralização total.

Já não fui capaz de pensar em fosse o que fosse para a viagem para Atenas, depois de tudo o que me tinha corrido mal. Deixei-me embalar nas ondas do destino, que se lixe, venha quem vier. Tive a sorte de viajar ao lado de um grego, que mais parecia um índio maia. Tez escura e queimada do sol, vim a saber que trabalha no Brasil e há 8 meses que não vê a mulher. Por momentos arregalou os olhos para mim, quando referiu este facto, fazendo-me sentir um arrepio gélido por todo o corpo. Quase que parecia guloso e disposto a tudo. Falava num Espanhol/Brasileiro/Grego quase imperceptível, mas deu para entender que estava na última fase de uma viagem que lhe durava à 20h, saído do Rio, com paragem em Lisboa e Roma. Se eu não quisesse acreditar, o bafo de cavalo, o inebriante tresande a suor e a gordura que brilhava em camada barrada por cima da pele escurecida, não mentiam e reforçavam a crença de que realmente havia muitas horas que o homem estava em movimento. E que pane ter parado ali, mesmo ao meu lado! Mais 2 horas suplicantes, que pareciam intermináveis, num vôo infernal.

Já em Atenas, eram 00h30m, tive de apanhar um taxi. Muitas histórias me tinham contado, sobre malta raptada pelos taxistas e deixadas sem nada no meio de nenhures, que os gregos eram todos uns grandes mafiosos e burlões, que todo o cuidado era pouco. Correu tudo bem, mas não pude deixar de me sentir apertadinho durante a meia hora que durou a corrida.

Os 3 dias da estadia passaram depressa, e em breve estava na hora de regressar. O vôo de Atenas a Frankfurt iria decorrer sob as insígnias da Lufthansa, não iria sozinho, pois muitos dos que tiveram comigo no congresso também faziam o mesmo vôo de regresso aos mais variados destinos finais, e o avião era um Airbus daqueles enormes, tipo transatlântico com filas de dez lugares e dois corredores. Azar dos azares, na altura de me sentar e apesar de ter direito ao corredor, no meio da conversa com as restantes pessoas fiquei preso entre dois deles, e tive de vir entalado todo o caminho. Nem vale a pena falar muito sobre as refeições a bordo (minha rica TAP), parece que só conhecem massa com molho, molho de várias cores mas sempre a saber ao mesmo.
De Frankfurt a Lisboa, já sozinho pois os meus pares iam para outros destinos, e garantindo um lugar de corredor, pensei que fosse finalmente a altura de uma viagem mais tranquila e descansada. Quando verifiquei qual era o meu lugar, até não foi mau, tinha muito espaço para as pernas, era daquelas filas que tinham ao lado a porta de emergência logo mais espaçosas. No entanto, o lugar não era bem de corredor. Ao meu lado esquerdo havia daquelas cadeiras onde viajam as hospedeiras. Meia de esguelha, um pouco mais à frente, não estava bem, bem ao meu lado, mas estava lá. Quiça era a ocasião para se sentar ali uma hospedeira alemã de alto nível, talvez uma potencial Claudia Schiffer. A ver vamos, não quero estar a fazer mais previsões nenhumas.
Ao percorrer o corredor tinha passado por algumas delas, mas nada sequer perto do género. E perto do meu lugar, para guardar a mochila não havia espaço nos receptáculos por cima da cabeça. Interroguei o hospedeiro mais perto, e qual não é o meu espanto quando responde no inglês mais arrabichanado que já ouvi. Meu Deus! Onde vamos parar? Eu pensava que não havia alemães gays desde o tempo do Hitler. Pensava que tinham sido erradicados dos genes da população! A resposta foi curta e grossa. Quer dizer, não foi bem grossa, foi mais aguda, na colocação da vozinha “Please use one of the previous luggage bins”. Ainda perguntei, em Inglês “Mas como é que quer que eu agora ande para trás com toda a gente a vir para cá?”. Ao que a pronta resposta foi “Espero que vá depressa, porque daqui a minutos nem lá à frente vai haver lugar para a sua mochila”. Onde fica a cordialidade hospedeira? Não teria sido mais correcto ter pegado na mochila e ter ido ele arrumar? Joga-me aos cães assim sem mais nem menos? E manda-me ir depressa? Sinceramente, nunca pensei. Mas tive de ir, e depressa antes que enchessem tudo. Rocei por muita gente desinteressante (Meu Deus, o contacto físico que se tem nestes momentos). Eram velhas e velhos, gajos e gordas, tudo a ajudar. Prendi a respiração e lá fui eu, atacando rapidamente um cantinho de espaço livre, e retornando ao meu lugar.
Quando lá chego encontrei o frigorífico sentado no lugar ao lado do meu, junto à janela. Camisinha branca, metro e meio de largo, e, claro, já se tinha aguilhoado ao braço da cadeira que separava os nossos assentos. Cara de poucos amigos, cabelo colado à cabeça, ondulado e penteado para trás, tipo lambidela, de jornal e perna aberta. Não fora o mariconço do hospedeiro mandar-me para trás e teria sido eu o primeiro a chegar. Tinha pegado de estaca e ocupado o braço do assento, sem dó nem piedade. Teria sido eu a colocar a cara de mau. Nada podia agora correr pior... ou poderia?
Bem, encolhidinho no meu banco voltei a olhar para o assento de hospedeira que estava à minha esquerda. É verdade, concluí o mesmo que voçês, e antevi que a ocupação seria feita pelo hospedeiro simpático com quem já tinha falado, não podia ser de outro modo! Afundei-me no assento e chorei para dentro, não sem antes ter dado um pulo de susto quando uns pés de macho descalço apareceram ao meu lado esquerdo, apoiando-se na tal cadeira reservada à tripulação, emanando um característico aroma que até aí eu suponha ser de queijo de mais uma refeição de massa com molho a la Lufthansa... Preso, entre o queijo e o frigorífico!
Entretanto começaram as demostrações de segurança no avião. À antiga, nada de monitorzinhos no tecto e conversa bilíngue, eram mesmo as hospedeiras (e hospedeiros) a demonstrar. E mesmo ao meu lado, ao vivo e em acção, estava uma hospedeira a demonstrar como apertar e desapertar o cinto, ou como bufar para o colete em caso de catástrofe! O hospedeiro sensível estava 10 metros mais à frente em activos e síncronos gestos de como fazer se houvesse um desastre. Sabia que era uma hospedeira porque comecei a olhar de baixo para cima e os sapatos eram femininos. Passei pelo peito (apenas para verificar o nome de Frau Gunther), e vislumbrei a face. Óculos grossos de massa azuis, boquinha fininha pintada de escuro, cabelo ruivo escuro à Beatriz Costa. Arrepiante, nem a pontinha de um sorriso, tudo mecanizado nos gestos, breves e rápidos. Não sabia se havia de achar melhor ser ela a sentar-se ali ao lado, ou o mariquinhas. Esse ao menos tinha ar delicadinho, ao invés dela que parecia um Panzer. Mas sabem que mais? Foi mesmo o frutinha quem se veio sentar ao pé de mim. Suavemente, bem delicado ao ocupar o lugar, e com um sorriso maroto e uma piscadela de olho para mim dizendo “I hope you have a pleasant flight”...

_________________
Abraços

PBrandão
Web page com muita bacorada em http://bservices.homelinux.com/cov
NR: é mais o tempo que passa em baixo do que o acessível...
Um cantinho para a conversa em http://cov.s1.bizhat.com
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padrefrancisco



Joined: 18 Mar 2007
Posts: 481

PostPosted: Fri Nov 02, 2007 7:02 pm    Post subject: Reply with quote

Caro PBrandao,

Isso foi muito mau.

O melhor é afastar os demónios (e gajinhos delicadinhos) com uma boa macumba na madrugada da viagem. É só paletes de brasas sentadas ao nosso lado. E se a macumba for feita com as melhores matérias primas as brasas saltam para o nosso colo. Laughing

Que o senhor me pordoe por ser tão pecador. Rolling Eyes
PF.
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mlpaiva



Joined: 27 Apr 2006
Posts: 221
Location: where the streets have no name ;-)

PostPosted: Sun Nov 04, 2007 3:52 pm    Post subject: Reply with quote

Poix! Rolling Eyes

Num lugar "A" só 50% é risco... Também sofro de claustrofobia, por isso o escolho para poder olhar para fora... E o braço da poltrona* é meu... Quer dizer posso partilhar, mas eu é que decido... Cool


(*) Salvo se atrapalhar no balanço do busão, no fungado da sanfona... Cool Cool
_________________
Luís Paiva
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